sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

yes we can

Sabe aquele filme Pulp Fiction do Tarantino? Que vende por 12,99 na Americanas? Pois é. Quando eu tinha 16 anos, infelizmente não tinha 12,99 pra comprar. Só me davam o dinheiro do ônibus e tinha que chegar em casa no mais tardar 21h (levando muita bronca se fosse dia de semana).
Os tempos mudaram e começaram a me dar algum dinheiro e finalmente me permitiram sair, beber, fumar, ficar fins de semana sozinha em casa sem ninguém vigiando, etc.
E vejam só... exatamente hoje, estou sozinha em casa, vem um feriado pela frente e eu de livre e espontânea vontade escolhi passar com a minha tia, em casa, lendo Senhor dos Anéis e um dos quadrinhos que eu comprei recentemente com o dinheiro que eu podia ter guardado pra farrear.
No 2º ano do ensino médio, estudava num colégio de freiras perto de um lugar que até hoje exibe uns filmes muito legais de graça. Um dia ia passar Pulp Fiction, menti que tinha retorno e fui, voltei quase 23h pra casa, fiquei de castigo, brigaram comigo mas valeu a pena.
Nessa época eu também fumava cigarro de filtro vermelho, normalmente comprado com dinheiro do lanche/almoço. Agora nem faço mais tanta questão assim de cigarro forte, pra falar a verdade faz muito tempo que não compro uma carteira de cigarro, fumo a retalho, pouco, mesmo quando bebo.
Agora estou aqui nessa sexta-feira, sozinha, refletindo sobre as ironias da vida. É, talvez eu fique bêbada, né? Afinal, eu posso.

terça-feira, 10 de janeiro de 2012

Não adianta, nada vai ser bonito.

Então, acho que eu passei alguns anos da minha vida tentando convencer as pessoas que o mundo é legal, não sendo grosseira (até porque eu nunca saberia ser) e sendo simpática, tentando ficar amiga e blá blá blá. Esquece. Não dá, só isso.
Não adianta eu ficar falando demais, não posso nem mostrar o que eu gosto, o que eu descubro, enfim, as pessoas não gostam, isso é ruim e eu me neuro, porque sou neurada mesmo, não é culpa das pessoas.
E nem adianta tentar mudar as coisas, achar que é livre e pode lidar com todas essas porradas ganhas diariamente até dos seus amigos que te acham empolgado.
"There are one or two people I believe I can talk to." Bob Dylan (tão cheio de razão que chega a me dar raiva).
Nevermind.

quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

Portas da percepção ou não.

vi o filme do the doors e tal, aquele que o ator pirou e não quis mais deixar de ser o Jim (o que certamente aconteceria comigo, rs) e realmente é intenso. assim, intenso em partes, porque ele era mais um super drogado, não que eu condene, na verdade, eu falando disso é até piada, pra quem venerava a Christiane F quando tinha 12 anos, né? enfim. fiquei pensando como a gente realmente pode ter tudo e foda-se né? quanto mais grana, mais droga, mais bebida, menos comida, mais materialismo e mais caça ao que não fazemos ideia do que possa ser.
uma hora ele bebe sangue, tipo ~sangue~ sabe? ele se corta e bebe tudo e ainda bebe o da amiga dele, depois dá uns 200 tecos de cocaína e fica tudo bem (claro). sério que a pessoa teve de beber o próprio sangue pra tentar encontrar algum sentido na merda da sua existência? ele tinha uma banda, era bonito, comia todo mundo e tinha green card pra tudo que era droga da melhor qualidade. e não, não foi o suficiente.
um cara tão inteligente, colocando Freud nos shows, quebrando regras, fazendo filmes políticos e tentando acordar a sociedade pra alguma coisa teve de morrer engasgado com o próprio vômito.
this is the end, my only friend, the end.
na verdade eu nem acho que ele tentava algo de verdade, os Beatles acordaram muito mais pessoas pra coisas interessantes e bonitas. me pergunto se as pessoas querem ver o podre, o "quero matar meu pai e foder minha mãe" ou se elas querem o "cantando uma música preguiçosa sob o sol" dos Beatles.
é difícil saber o que a gente quer, é melhor não querer nada. mas como?

domingo, 18 de dezembro de 2011

Flower power





Eu preciso urgentemente superar meus medos.
Foi preciso ir à farmácia e comprar 1 metro e 57 centímetros aproximadamente de gaze.
Enfim, acho que tô sarando.
Here comes the sun and I say: It's all right.

quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

não há nova mensagem.

Sabe, eu sinto tua falta, amiga. Muito. Sempre foste assim, né, sem enrolações, um pouco rude, te conheço, mas, quando eu passo um tempão sem te ver e te encontro e percebo o quanto tavas me fazendo uma falta absurda, muito mesmo e eu te faço uma falta "normal" eu desmorono.
Te vi crescer nesses anos que tô do teu lado. Foste crescendo mais e mais a cada dia e um dia me distraí e quando dei por mim estavas tão grande, mas tão grande, que eu não consegui acompanhar. Envelheceste 10 anos ou mais nesse último mês e eu aqui, naquele complexo ridículo de Peter Pan que a gente já conhece de outros tempos.
Nem me sinto digna da falta que tu me fazes. Agora tens tua vida, teu namorado, teu trabalho, tuas conquistas e eu me orgulho tanto, tu sabes. Mas (esse textinho é cheio de mas, porém, todavia e contudo, viu?) a vontade que eu tenho às vezes e gritar "Ei! Pára! Quero minha melhor amiga que é minha namorada e que faz tudo comigo!" Bem egoísta assim. Não pode, né? Não posso cobrar que o tempo volte, que tu me ligue todo dia, que a gente fique trocando mensagens durante nossas respectivas aulas, que tu vá me tirar de uma ou outra aula chata, que a gente passe horas a fio conversando coisas bestas da nossa vida fumando e comendo chocolate.
Me deixaste um vazio do tamanho do mundo, por mais que eu saiba que nada mudou, sabemos que mudou, porque tudo muda mesmo, eu que não sei lidar com isso.
Eu te amo tanto, ando tão órfã de ti, dá vontade de sumir e às vezes começo a achar que o destino de todos é me abandonar.
Fico com essa carência repulsiva tomando minha vida, não é nada bonito. Tenho vontade de tirar todo esse sentimento de posse e extremo egoísmo de mim, mas ainda não consigo.
Sonhei contigo duas vezes, eu ia te falar algo da minha vida e tu apenas escutava com uma cara de nada e depois ignorava dizendo que era tudo muito supérfluo, que eram coisas que não importavam de verdade, me mandava ter uma vida de verdade pra variar.
Concordei contigo e me tranquei no banheiro do lugar que estávamos nos 2 sonhos e sentei perto do ralo, tentando vomitar saudade reprimida.
Chorei pela segunda vez.
Choro café e você chora leite.

sábado, 10 de dezembro de 2011

E de repente o professor pára a explicação
"Ei, mocinha! Você da penúltima cadeira. Guarde já esse romantismo."
"Desculpa, professor. Não vai acontecer de novo."
(Prometo que não)

quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

Concha

Também sou menina, sabe. Leio alguns blogs desses sobre roupas e maquiagem, vejo as preocupações e como as pessoas são antenadas e ao mesmo tempo tão vanguardistas.
Acho tudo muito interessante, mesmo que fútil. Tenho vontade de comentar e interagir com as blogueiras da minha cidade, mas aí se ela lerem meu blog, vão ver o quanto sou tristinha, aí acho melhor não.
É a mesma preocupação que eu tenho em me envolver com alguém que pode um dia ver a linha onde termina o quadril e começa a minha coxa esquerda e me achar, no mínimo, estranha.
Pensar nisso só dá mais vontade de abraçar minhas pernas e dormir um pouco mais.